Ao longo da história, a igreja cristã passou por muitos momentos marcantes — alguns profundamente inspiradores, outros cheios de conflitos, divisões e aprendizados difíceis, como é o caso dos Movimentos Cristãos que Deram Errado.
Aqui no blog, temos nos dedicado a destacar os tantos os movimentos cristão históricos quanto os movimentos atuais, que contribuíram de forma significativa para a edificação do Corpo de Cristo.
Falamos com frequência sobre os acertos, a fidelidade à Palavra e a vasta contribuição dessas iniciativas para ajudar a igreja a permanecer — ou retornar — aos fundamentos do evangelho.
Mas desta vez, queremos olhar para um aspecto menos confortável, porém igualmente necessário: os movimentos cristãos que deram errado.
Muitas vezes deixamos de lado ou suavizamos erra parte da história. No entanto, eles também carregam lições preciosas para quem deseja crescer na fé, liderar com integridade ou viver uma espiritualidade bíblica e madura.
Neste artigo, vamos revisitar seis Movimentos Cristãos que, apesar de começarem com entusiasmo ou aparente sinceridade, se desviaram do evangelho genuíno.
Vamos refletir sobre suas intenções, os erros cometidos e, acima de tudo, as lições que ainda hoje podem nos proteger de cair nos mesmos enganos.
O Contexto dos Movimentos Cristãos na História da Igreja
Ao longo dos séculos, os movimentos cristãos surgiram como respostas a contextos específicos — muitas vezes impulsionados por necessidades espirituais, desafios sociais ou tensões políticas enfrentadas pela igreja em determinada época.
Esses movimentos costumam nascer de um anseio por renovação, de uma insatisfação com práticas religiosas estagnadas, ou de um desejo sincero de retorno à essência do evangelho.
Não raramente, eles são liderados por pessoas com grande influência, carisma e convicção — homens e mulheres que enxergam além do seu tempo e mobilizam outros ao redor de uma causa.
Além disso, novos movimentos podem ser motivados por interpretações teológicas diferentes, que procuram dar resposta a questões contemporâneas ou corrigir rumos percebidos como distorcidos dentro da própria igreja.
No entanto, nem todo movimento cristão permanece fiel à Palavra de Deus. Alguns, ao longo do tempo, se desviam de seus propósitos iniciais por causa de erros de liderança, práticas autoritárias, doutrinas distorcidas ou falta de discernimento espiritual.
Outros se fragmentam devido a divisões internas, escândalos ou conflitos com as estruturas eclesiásticas existentes.
Esses casos não apenas marcam a história da igreja, mas também oferecem lições fundamentais — tanto sobre os perigos do orgulho e da autossuficiência, quanto sobre a necessidade de vigilância, humildade e fidelidade ao evangelho de Jesus Cristo.
Examinando os 5 Movimentos que Não Deram Certo
1. O Movimento dos Shakers
Os Shakers, oficialmente conhecidos como Sociedade Unida de Crentes na Segunda Aparição de Cristo, foram um movimento cristão que floresceu principalmente nos Estados Unidos entre os séculos XVIII e XIX.
Eles surgiram como um desdobramento do movimento quaker inglês, mas assumiram uma identidade própria sob a liderança de Ann Lee, uma imigrante britânica que alegava ser a encarnação feminina de Cristo.
Os Shakers pregavam uma vida de pureza, simplicidade e comunhão, e ficaram conhecidos por seu estilo de adoração expressivo, com danças extáticas — daí o apelido “Shakers”, que significa “tremedores”.
Acreditavam firmemente na igualdade entre homens e mulheres, algo revolucionário para sua época, e viviam em comunidades que praticavam a propriedade compartilhada e a total ausência de relações sexuais, inclusive entre casais casados.
O movimento deixou um legado notável na história americana, especialmente na música sacra, design de móveis, arquitetura e agricultura. No entanto, a própria base de sua espiritualidade — o celibato rigoroso — acabou se tornando um obstáculo para sua continuidade.
Como os membros não tinham filhos, a única forma de crescimento era por conversão externa, o que se revelou insustentável ao longo das décadas.
À medida que o fervor inicial diminuía e o contexto cultural mudava, o número de adeptos caiu drasticamente. Muitos jovens não estavam dispostos a abrir mão do casamento e da vida familiar, o que tornava difícil a renovação geracional.
Além disso, com o tempo, a centralização da liderança em torno de Ann Lee e suas visões místicas também levantou questionamentos sobre a ortodoxia do movimento em relação ao evangelho de Cristo.
A ênfase em experiências subjetivas, a rejeição da vida conjugal e a elevação de Ann Lee como figura messiânica colocam em xeque a fidelidade doutrinária do grupo.
Hoje, os Shakers praticamente desapareceram, restando apenas pouquíssimos membros em comunidades preservadas mais como patrimônio cultural do que como expressão viva de um movimento de fé.
Lição que fica:
Quando uma comunidade cristã se afasta de princípios fundamentais das Escrituras — como o valor do casamento, da família e da centralidade de Cristo —, por mais bem-intencionada que seja, corre o risco de se isolar, perder relevância e até desaparecer.
A vitalidade da igreja está em permanecer enraizada na Palavra, aberta à ação do Espírito e em constante renovação espiritual.
2. Os Anabatistas de Münster
No contexto da Reforma Protestante, o Movimento Anabatista surgiu como uma vertente radical que buscava restaurar o cristianismo primitivo.
Os anabatistas defendiam o batismo apenas de adultos — aqueles que professavam voluntariamente a fé — e rejeitavam alianças entre a igreja e o Estado.
Porém, entre os muitos grupos anabatistas, um episódio em especial se destacou pela tragédia e pelo extremismo: o caso de Münster, na Alemanha.
No início da década de 1530, liderados por Jan Matthys, um pregador carismático, os anabatistas tomaram controle da cidade de Münster e proclamaram-na como a “Nova Jerusalém”.
Matthys dizia receber revelações diretas de Deus e acreditava que ali se estabeleceria o Reino milenar de Cristo na Terra. Após sua morte em combate, a liderança passou para Jan van Leiden, que instaurou um regime teocrático autoritário.
Van Leiden se autoproclamou “Rei de Sião”, introduziu a poligamia e implementou um governo centralizado em torno de suas visões.
Qualquer oposição era severamente punida. O movimento, que começou como uma busca por pureza espiritual e reforma, rapidamente se degenerou em fanatismo, controle religioso e violência institucionalizada.
A cidade foi sitiada por tropas católicas e protestantes, unidas contra os excessos do regime. Após meses de conflito, Münster caiu em 1535.
Os líderes foram capturados e executados publicamente. Seus corpos foram colocados em gaiolas de ferro penduradas na torre da igreja de São Lamberto — como advertência a futuros rebeldes. Essas gaiolas ainda podem ser vistas lá até hoje.
O episódio de Münster lançou uma sombra sobre o movimento anabatista como um todo, levando muitos a repensarem sua postura política e a buscar uma fé mais pacífica e centrada no evangelho.
Os grupos anabatistas que sobreviveram, como os Menonitas e Amish, se tornaram notórios justamente por sua rejeição à violência e ao envolvimento político.
A lição que fica:
O caso de Münster nos alerta sobre os perigos de uma teologia desconectada das Escrituras e alimentada por lideranças autoritárias e visões extremistas.
Quando a fé cristã é instrumentalizada para estabelecer poder terreno ou justificar abusos, o resultado é destruição e vergonha para o evangelho.
Jesus nos ensinou que o Reino de Deus não é imposto pela força, mas estabelecido com humildade, verdade e serviço (João 18:36).
A fidelidade a Cristo exige discernimento, equilíbrio e submissão constante à direção do Espírito Santo e da Palavra de Deus — sem ceder ao sensacionalismo ou ao fascínio por poder.
3. A Teologia Liberal e a Perda da Centralidade Bíblica
No final do século XIX, em meio ao avanço da ciência, ao surgimento das correntes filosóficas modernas e ao impacto do Iluminismo, surgiu na Europa um movimento teológico dentro do protestantismo que ficou conhecido como teologia liberal.
Ele buscava uma reinterpretação do cristianismo à luz da razão, da crítica histórica e da filosofia moderna, especialmente influenciado por pensadores como Friedrich Schleiermacher, considerado o “pai da teologia liberal”, e posteriormente por Rudolf Bultmann e outros.
A proposta inicial parecia nobre: adaptar a linguagem da fé cristã ao mundo moderno, aproximando a igreja dos debates sociais, políticos e acadêmicos.
No entanto, esse movimento acabou colocando a experiência religiosa subjetiva acima da revelação bíblica objetiva. Doutrinas centrais como a divindade de Cristo, o nascimento virginal, a ressurreição corporal e a inspiração das Escrituras passaram a ser relativizadas ou mesmo negadas.
Na prática, milagres bíblicos foram tratados como mitos, os evangelhos passaram a ser lidos como construções culturais, e o ensino sobre o pecado, a cruz e a salvação foi reinterpretado como meras metáforas existenciais.
Essa abordagem acabou por enfraquecer profundamente a fé de muitas igrejas na Europa e na América do Norte, que, mesmo com templos imponentes e rica tradição acadêmica, foram sendo esvaziadas tanto espiritual quanto numericamente.
Algumas comunidades que aderiram completamente à teologia liberal perderam não apenas sua influência social, mas também sua identidade cristã.
Hoje, diversas denominações históricas tradicionais — como luteranas, episcopais e presbiterianas — enfrentam sérias crises de membresia, engajamento e relevância, em parte por terem se distanciado do evangelho bíblico em nome da aceitação cultural.
No Brasil, embora a teologia liberal não tenha se institucionalizado amplamente, há exemplos notórios de igrejas que caminham em sintonia com essa abordagem. Um caso que se destaca é o da Igreja Batista da Água Branca (IBAB), liderada por Ed René Kivitz.
Conhecida por seu diálogo com pautas contemporâneas, linguagem existencial e releituras das Escrituras, a IBAB tem influenciado muitos cristãos a repensarem sua fé sob uma ótica mais subjetiva e filosófica.
https://ibab.com.br
Embora não se identifique diretamente como uma igreja liberal, suas mensagens e abordagens frequentemente dialogam com elementos desse movimento, despertando tanto admiração quanto críticas dentro do meio evangélico.
A lição que fica:
Buscar diálogo com a cultura é uma missão legítima da igreja — afinal, somos chamados a ser sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13-14).
No entanto, quando esse diálogo se transforma em concessão doutrinária, e a Palavra de Deus deixa de ser o centro da fé, o resultado é confusão, incredulidade e declínio espiritual.
O apóstolo Paulo advertiu: “Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Timóteo 4:3).
É essencial que a igreja permaneça firme na autoridade das Escrituras, confiando que o evangelho continua sendo o poder de Deus para a salvação (Romanos 1:16), mesmo em tempos de mudança.
A relevância da igreja não está em acompanhar os ventos da cultura, mas em testemunhar fielmente a verdade que transforma vidas.
4. Os Adventistas do Sétimo Dia e o Grande Desapontamento
O movimento adventista surgiu nos Estados Unidos no início do século XIX, liderado por William Miller, um pregador batista que acreditava ter identificado, por meio de cálculos proféticos, a data exata da segunda vinda de Cristo: 22 de outubro de 1844.
A expectativa era tão intensa que milhares de pessoas venderam seus bens, abandonaram seus trabalhos e se prepararam para o retorno iminente de Jesus.
No entanto, quando a data passou sem nenhum acontecimento sobrenatural, o evento ficou conhecido como o Grande Desapontamento. Muitos seguidores ficaram profundamente frustrados e desiludidos, e o movimento rapidamente se fragmentou.
Entre os grupos que permaneceram, um deles foi consolidado sob a liderança de Ellen G. White, cujos escritos passaram a exercer autoridade quase profética dentro da nova denominação que se formava: a Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Com o tempo, os escritos de Ellen White se tornaram um ponto central de doutrina e prática, e embora a igreja afirme usar a Bíblia como única regra de fé, muitos críticos apontam que seus ensinos ganharam peso normativo na interpretação doutrinária.
Esse cenário contribuiu para um espírito exclusivista, onde a Igreja Adventista passou a se considerar como o verdadeiro remanescente profetizado nas Escrituras, enquanto outras igrejas cristãs eram vistas como “Babilônia”.
Além disso, algumas doutrinas peculiares — como o juízo investigativo, revelado por meio das visões de Ellen G. White — foram alvo de fortes críticas por parte de teólogos protestantes ao longo da história, sendo consideradas heréticas por muitos estudiosos reformados.
Apesar dessas controvérsias, o movimento também gerou ramificações. Com o passar dos anos, surgiram grupos dissidentes que rejeitam os escritos de Ellen G. White como autoridade doutrinária, mas que ainda guardam o sábado ou mantêm certos traços do adventismo original.
Isso evidencia que, embora o movimento tenha se institucionalizado com sucesso, ele também se tornou um exemplo de como erros proféticos e dependência excessiva de revelações pessoais podem comprometer a saúde teológica de um grupo cristão.
A lição que fica:
A história dos adventistas nos lembra do perigo de tentar determinar datas para o cumprimento profético, algo que Jesus explicitamente proibiu (Mateus 24:36).
Além disso, quando experiências místicas ou revelações individuais ganham autoridade equivalente — ou superior — à Escritura, a fé corre o risco de se desviar do evangelho verdadeiro.
Mesmo com boa intenção, o zelo sem discernimento pode conduzir a decepção e confusão espiritual. A igreja deve estar sempre atenta para manter Cristo como centro e as Escrituras como fundamento seguro, discernindo com sabedoria tudo o que é ensinado, profetizado ou praticado (1 João 4:1).
5. O Movimento da Fé e os Exageros da Teologia da Prosperidade
Nas últimas décadas do século XX, especialmente nos Estados Unidos e posteriormente no Brasil, surgiu com força o chamado Movimento da Fé, também conhecido como Palavra da Fé (Word of Faith).
Com nomes como Kenneth Hagin, Kenneth Copeland e Benny Hinn entre seus principais divulgadores, esse movimento popularizou uma teologia que enfatiza o poder da confissão positiva, cura divina, e prosperidade financeira como sinais da bênção de Deus.
A influência desse movimento se espalhou rapidamente por meio da televisão, rádio, música gospel e grandes eventos.
No Brasil, nomes como Valdemiro Santiago, R. R. Soares, Silas Malafaia e Edir Macedo ajudaram a consolidar versões adaptadas dessa teologia, que associam fé a conquistas materiais e bênçãos visíveis.
O problema, no entanto, está nos exageros e distorções doutrinárias que muitas vezes acompanham essa abordagem.
O sofrimento, a cruz, a renúncia e até o próprio Cristo crucificado são frequentemente minimizados ou ignorados em favor de uma visão triunfalista da fé.
Em muitos casos, a fé passa a ser vista como uma moeda de troca, onde o crente “determina” bênçãos, “exige” promessas e trata Deus como um servo do seu desejo. Isso gera frustrações, abusos e um cristianismo superficial, centrado no “eu” e não no evangelho.
Além disso, a espiritualização da riqueza e o uso manipulativo de dízimos e ofertas alimentam estruturas religiosas voltadas ao lucro, e não ao discipulado.
A lição que fica:
Embora Deus continue sendo poderoso para curar, abençoar e suprir seu povo, a vida cristã não se resume a conquistas visíveis. A fé bíblica não é uma fórmula mágica, mas uma confiança profunda em Deus, independente das circunstâncias (Hebreus 11:1).
O apóstolo Paulo ensinou a viver contente em toda e qualquer situação (Filipenses 4:11-13) e alertou contra os que fazem da piedade fonte de lucro (1 Timóteo 6:5-10).
A verdadeira prosperidade está em conhecer a Cristo, viver em santidade e frutificar espiritualmente — mesmo em meio à dor ou escassez. É essencial que a igreja recupere o equilíbrio entre fé, obediência e contentamento, voltando-se para o evangelho da cruz e não para o evangelho do consumo.
6. O G12 e os Perigos da Estrutura de Discipulado Piramidal
Dentre os movimentos cristãos que deram errado na História da Igreja, O G12 (Governo dos Doze) é um dos mais atuais.
Ele surgiu na Colômbia na década de 1990, através do pastor César Castellanos, com a proposta de implantar uma estrutura de discipulado em células baseada em grupos de doze pessoas, inspirado no modelo dos doze apóstolos de Jesus.
A proposta inicial era fomentar o crescimento da igreja por meio do discipulado pessoal, da multiplicação e da formação de novos líderes.
Rapidamente o modelo se espalhou pela América Latina e ganhou força no Brasil, sendo adotado por diversas igrejas neopentecostais e até algumas pentecostais históricas.
Com eventos grandiosos como os Congressos do G12, a estratégia prometia crescimento exponencial e avivamento.
No entanto, problemas começaram a surgir com a rigidez do modelo, a centralização excessiva da liderança, e práticas espirituais controversas.
Um dos principais pontos críticos foi o Encontro, um retiro de três dias com forte apelo emocional, onde membros eram levados a fazer “cura interior”, quebra de maldições hereditárias e confissão de pecados em sessões intensas. Para muitos, isso gerou traumas espirituais e manipulação emocional.
Além disso, a estrutura hierárquica piramidal do G12 tornou-se alvo de críticas por lembrar esquemas organizacionais de marketing multinível.
O foco excessivo na multiplicação numérica levou a uma cultura de pressão por resultados e fidelidade ao “líder”, muitas vezes em detrimento da simplicidade do evangelho e da comunhão saudável.
Algumas igrejas se dividiram após aderirem ao modelo, e outras enfrentaram crises internas ao tentarem implementar o sistema, que nem sempre se adaptava à realidade local.
A lição que fica:
Modelos de discipulado e crescimento são válidos e até desejáveis na vida da igreja. No entanto, quando o método se torna mais importante do que a mensagem, e a estrutura sobrepõe-se à vida do Espírito, os frutos tendem a ser problemáticos.
Jesus chamou os seus discípulos para um relacionamento, não para um sistema fechado. A igreja precisa lembrar que o discipulado saudável é relacional, centrado em Cristo, guiado pela Palavra e fortalecido pelo Espírito Santo — não por metas, rankings ou pirâmides de autoridade.
Como disse o apóstolo Paulo: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Coríntios 11:1). O foco do discipulado deve ser formar pessoas semelhantes a Jesus, e não apenas multiplicar estruturas ou manter lealdade a um modelo.
Lições Aprendidas com os Movimentos Cristãos que Deram Errado
Os movimentos cristãos que deram errado ao longo da história nos oferecem lições preciosas sobre liderança, discernimento e fidelidade ao evangelho.
Eles nos lembram que, por mais bem-intencionado que um grupo possa ser, o afastamento das Escrituras, a exaltação de líderes ou estruturas humanas, e a tentativa de adaptar demais o evangelho à cultura sempre trarão consequências espirituais graves.
Jesus já havia nos alertado sobre os falsos profetas que viriam disfarçados de ovelhas, mas por dentro seriam lobos devoradores (Mateus 7:15). Por isso, é essencial permanecermos vigilantes, firmados na Palavra e sensíveis à voz do Espírito Santo.
O apóstolo Paulo reforça essa exortação ao dizer: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gálatas 1:8). Preservar a mensagem original do evangelho é uma responsabilidade que não pode ser negligenciada.
A liderança cristã, conforme 1 Pedro 5:2-3, deve ser exercida com humildade, zelo e amor, servindo o rebanho de Deus com integridade — não como dominadores, mas como exemplos.
E em Tito 1:9, Paulo orienta que o líder precisa “apegar-se firmemente à mensagem fiel” para poder exortar com sã doutrina e refutar os que a contradizem. Essa é uma convocação urgente para nossos dias.
No centro de tudo está Jesus: o autor e consumador da fé (Hebreus 12:2), o fundamento inabalável da Igreja e o verdadeiro centro da vida cristã.
Conclusão
A história da Igreja nos inspira com muitos exemplos de fé viva, mas também nos adverte com alguns Movimentos Cristãos que Deram Errado.
Mas quero deixar claro, que minha intenção ao trazer essa reflexão sobre movimentos cristãos que deram errado não foi trazer um tipo de julgamento, mas de aprendizado.
É assim, trazer para todos nós cristãos, uma oportunidade de olhar para o passado com maturidade espiritual, e renovar nosso compromisso com o evangelho puro, vivo e transformador do nosso Senhor Jesus Cristo.
Como lembra o apóstolo Paulo, “tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do ânimo que as Escrituras nos dão, mantenhamos a nossa esperança” (Romanos 15:4).
Que esses casos sirvam de alerta e encorajamento para permanecermos firmes na verdade, com uma fé centrada em Cristo, liderando com humildade, servindo com temor e vivendo com integridade diante de Deus.
Em tempos de confusão e superficialidade espiritual, que sejamos encontrados como uma geração fiel à Palavra. E sigamos aprendendo — com os acertos e também com os erros — para vivermos com sabedoria, amor e fidelidade ao evangelho de Jesus Cristo.
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